O problema com os valores de referência

A maioria dos laboratórios considera “suficiente” qualquer valor acima de 20 ng/mL. Mas as sociedades de medicina funcional recomendam valores entre 40 e 60 ng/mL para saúde ótima — especialmente em crianças com TEA, TDAH ou doenças recorrentes. Uma criança com 22 ng/mL recebe laudo “normal” e não é tratada — quando na prática está funcionando com metade do que precisa.

Para que serve a vitamina D

  • Saúde óssea e absorção de cálcio
  • Modulação do sistema imunológico — reduz infecções e autoimunidade
  • Função neurológica — receptores de vitamina D estão no cérebro
  • Regulação do humor e do sono
  • Expressão de mais de 200 genes essenciais

Quem tem mais risco de deficiência

  • Crianças que passam pouco tempo ao sol
  • Crianças com pele mais escura — melanina reduz a síntese
  • Crianças com TEA — deficiência frequente por restrição alimentar e intestino comprometido
  • Bebês amamentados sem suplementação — leite materno tem pouca vitamina D

Qual dose é adequada

A dose certa depende do exame. Sempre peço 25-OH vitamina D antes de suplementar. De forma geral, bebês de 0 a 12 meses precisam de suplementação independentemente da exposição solar.

Como incluir pela alimentação

A alimentação contribui pouco: peixes gordurosos (sardinha, salmão), gema de ovo e cogumelos expostos ao sol. Para a maioria das crianças, a suplementação é necessária para atingir níveis ótimos.

drrodrigoribeiro.com/pediatria-funcional-alagoinhas

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *